Laranja Oliva | Arroz, Feijão e Mistura

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Pop: Pop/Rock Brazilian: MPB Moods: Mood: Fun
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Arroz, Feijão e Mistura

by Laranja Oliva

Sincere, from the heart, music. Made in Brazil. A variety of mixed styles and genres are put together in this first album of the group of Limeira City, São Paulo, Brasil
Genre: Pop: Pop/Rock
Release Date: 

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1. Alguma Coisa a Gente Tem Que Amar
4:23 $0.99
2. Blues Acabado
4:35 $0.99
3. Cuidado Com a Maré
4:09 $0.99
4. Fim de Tarde
2:48 $0.99
5. Guerra
4:59 $0.99
6. Ontem à Noite
4:29 $0.99
7. Rua dos Injustiçados
3:17 $0.99
8. Sambafunkdaescadaproalém
3:21 $0.99
9. Tudo de uma Vez (Para Nina)
3:21 $0.99
10. Vestida Pra Dançar
5:19 $0.99
Downloads are available as MP3-320 files.

ABOUT THIS ALBUM


Album Notes
Laranja Oliva:

"Se existe algo que tenha sentido nessa montanha-russa que chamam de vida, é a capacidade de deixar nossa mensagem, tatuada em corações e na História. É só isso que nos separa de indivíduos e de ideias. As ideias não morrem, assim como os sonhos. Só precisamos inserir nossa força para que elas decolem e explodam, mesmo com "aquele vermelho do céu". E para deixarmos nossa marca na terra, cada um tem o seu jeito. Alguns escrevem, outros ensinam. Uns são médicos, advogados, outros jogam bola ou trabalham em guichês de cinema. Estes seis tocam. Fazem da música, o seu legado para a humanidade. Quando tudo acabar, é só isso que irá sobrar. E é por isso que o som, a banda, a canção não pode ser dissociada deles. Não estamos falando de uma profissão. Um trabalho serve para subsistência do corpo. A Laranja Oliva já é extensão da alma. O que sai do palco não são vozes, notas, letra e verso. É mais: é amizade de longa data, são irmãos e primos fazendo o que amam, é o amor e a energia de tudo que viveram, do que passaram pra estar mais uma noite dando tudo de si. O que eles devolvem pra quem escuta não é só música de qualidade, que saiu daquelas cabeças. É o suor e o sangue que doaram a cada ensaio, a cada viagem cansativa, a cada mudança de endereço. A Laranja Oliva não é, nem nunca foi, uma banda somente. Desde os áureos tempos de D*Gelo, embrião adolescente, era a vontade de sintonizar sua mensagem com os ouvidos de todo mundo. De sair da garagem e se jogar na multidão, pelo mundo afora. Era o sonho romântico de viver disso, dignamente, como todo bom músico espera. E do que somos feitos, senão de mensagens e sonhos?"

Por Giovanni Carús

O Album "Arroz, Feijão e Mistura":

"Parece que foi ontem que ouvi em uma roda de amigos na saudosa cidade de Limeira o termo "Laranja Oliva" pela primeira vez. A curiosidade aguçou muito, muito mesmo. Aos poucos entendi que se tratava de uma banda de amigos que havia feito um show na noite anterior. O local da apresentação era o famigerado "Bar da Montanha", situado na mesma cidade em que eu estava no momento. Os olhares ressacados e eufóricos dos meus amigos, unidos aos elogios que surgiam sobre a noite anterior, indiretamente me diziam "Você precisa ver os caras tocarem". A curiosidade que citei há pouco fez com que meus dedos corressem em busca de um teclado e digitassem "Laranja Oliva" no mestre das informações "Google". E ... surpresa! Pintou uma foto na tela na qual duas figurinhas muito conhecidas da minha "infanlescência" viviam um momento muito feliz em um palco lindo com outros raparigos. Gui Escafandro (guitarra) e Sérgio Moreira (voz), duas pérolas que topei na caminhada da vida, eram parte da família Laranja. O Gui nasceu e cresceu no mesmo condomínio que eu. Nossa amizade nasceu em meio a brincadeiras de polícia e ladrão com a criançada do condô e fortaleceu quando engatamos um projeto musical interessante que não durou mais que um mês. Já o Sérgio Moreira, famoso "Sérgião", dividia suas tardes comigo na época em que jogávamos basquete em um dos melhores times do estado, o Nosso Clube de Limeira. Apesar de termos alguns poucos anos de diferença e por isso termos jogado em categorias diferentes, nós sempre tivemos apreço e respeito um pelo outro. Em meio a outras joias raras que compunham tanto o meu, quanto o seu time, só nós éramos, ou melhor, achávamos que éramos músicos. Enfim, aquela curiosidade inicial agora se tornava um desejo de consumir aquele som de qualquer maneira. Aos poucos passei a me considerar uma laranja deste pomar rico e expressivo.

Não demorou muito tempo para que nos trombássemos em um palco e o local não podia ser melhor. Festival Musical Nacional "Canta Limeira 2013" em nossa terra natal. Lá estavam nossos amigos e familiares torcendo por nós em meio a uma plateia heterogênea, um encontro de gerações. No backstage a emoção rolava solta. Lembro-me que estávamos em uma roda, os Laranjas, eu e Marcelo Bonin, energizando para espantar o nervosismo que antecedia as apresentações. O “Laranja Oliva” seria o primeiro candidato a subir no palco, já que havia vencido a edição anterior e eu e o Bona viríamos logo após. Quando o festival começou eu já estava em outro planeta e a música "Alguma coisa a gente tem que amar" (autoria de Thiago Val e Sérgio Moreira), música de abertura do disco "Arroz, Feijão e Mistura", foi apresentada com excelência e fez o público levantar das cadeiras e aplaudir incansavelmente. Este momento, sem dúvida, foi crucial para que o embrião responsável pelo nascimento deste discasso entrasse em seu estágio inicial. A partir daí eu já não me considerava mais uma laranja, eu já era uma e nem sabia. Gui Escafandro (guitarra), Sérgio Moreira (vocal), Thiago Val (teclado), Gustavo Bella (percussão) e os irmãos Victor "Cego" Guimarães (bateria) e Bruno Guimarães (baixo) entravam naquele momento, individualmente e coletivamente, definitivamente em meu coração.
Quando ouvi o disco "clandestinamente" pela primeira vez já em fase de finalização de mixagem, assumi uma responsabilidade com os meninos de escrever um release do disco sendo esse o maior objetivo deste texto. Contar um pouco do histórico do "Laranja Oliva" em minha vida foi inevitável. Mas eu vim aqui para falar sobre o nascimento do primeiro filho que é fruto dos sacos escrotais de 6 grandes pais, 6 grandes amigos. É muito difícil estar na posição de escrever um release de um disco e a responsa aumenta quando estamos falando de "Arroz, Feijão e Mistura". Comecemos então pelo título do disco que na minha visão não poderia ser diferente. Arroz, feijão e mistura. Todo brasileiro gosta. Não adianta querer trocar o arroz por um risoto que perderá a identidade. A identidade do simples, agradável, saciável e super bem vindos arroz, feijão e mistura! E foi provavelmente após uma refeição dessas que os caras convidaram o Nícolas Rossi para assinar a produção e colocar esse universo plural pra baixo e transformá-lo em único no quesito sonoridade. Quando abri meu coração para ouvir a obra por inteiro pela primeira vez fui logo convidado para entrar no primeiro trem e ir sem culpa e assim eu fiz. Os compassos iniciais de "Alguma coisa a gente tem que amar" nos levam ao aconchego de um samba saudosista que inevitavelmente se transforma em compassos "tapanacarísticos", frutos de questionamentos típicos de homens que passam um bom tempo da vida tentando entender uma dama. Val, uma das forças motrizes na composição da banda, assina esta primeira faixa junto com Sérgio. Seguindo com a minha degustação chego em "Blues Acabado" onde Val, provavelmente sozinho em uma noite fria e de saco cheio das tais damas, decide escrever um blues dinâmico para mandar alguma criatura feminina voar para bem longe. Um gole de cachaça foi fundamental para continuar a audição do disco, afinal "Cuidado com a Maré" de Sérgio Moreira acabara de chegar com o pé na porta do meu quarto. É quase uma continuidade do sentimento de Tiago Val na música anterior, mas abriu uma possibilidade, um convite para uma possível união com um alerta significativo e substancial, cuidado com a maré! Transe! Entro em transe ao ouvir "Fim de Tarde" de Tiago Val, a quarta música do disco. Vi então uma trilogia que se iniciara em "Blues Acabado" e terminava aqui com um mega escancarar de um coração, o mais puro e belo escancaro. Sou adepto do approach! Mais um gole de cachaça na expectativa da próxima. Eu já a conhecia e por sinal adorava. "Guerra"! Música honrosamente campeã do festival Canta Limeira 2012 de autoria de Val também. Bateu uma brisa emotiva quando ela começou. Uma das mais bem produzidas do disco, muito doce. Cheguei à metade. Por um segundo imaginei que poderia ocorrer o mesmo que ocorrera com outros discos que vinha ouvindo naquela semana: a famosa "trick" do "vamos deixar as menos interessantes para o final". Que nada! A surpresinha do kinder ovo se encontrava dali pra frente. Foi na segunda metade da laranja que vi as influências dos caras extremamente expostas. Foi a partir desta parte do disco que decidi dividir o meu release em duas vertentes, o foco na ‘temática das composições’ da primeira parte e o foco ‘musical’ nesta segunda. A relação baixo-batera é sempre o que faz o groove andar na direção correta. Se os parafusos estão soltos ali todo mundo vai sentir, o que não é o caso da Laranja Oliva. Os irmãos Victor "Cego" Guimarães e Bruno Guimarães possuem uma afinidade natural que se torna muito clara quando analisa-se a musicalidade da cozinha da banda . "Cego", mestre de bateria da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), vem no momento praticando com intensidade o groove das escolas de samba, funk e o escambau. Já o Bruno, um dos melhores baixistas que tenho em meu círculo de amigos, é talvez o músico mais bem estudado da banda e neste disco ele põe em prática tudo que vem aprendendo na selva de pedras onde tem a oportunidade de dividir ensaios e gravações com músicos muito experientes. É também nesta segunda metade que Gustavo Bella coloca toda a sua percussão para funcionar com muita personalidade, agregando uma camada visceral na construção musical. É aqui nesta metade também, que surgem as composições da mente mais brilhante da banda, Gui Escafandro, como "Vestida pra Dançar" (minha preferida do disco) e "Rua dos Injustiçados". Tiago Val também volta a assinar canções nesta parte como "Sambafunkdaescadaproalém", "Tudo de Uma Vez" e "Ontem a Noite", esta última que é uma parceria com outros membros da banda. Quando a última música acaba mando a última dose e começo o disco novamente, sem parar para respirar. O desejo do BIS se repete quando o disco acaba pela segunda vez mas era tarde e fui deitar. Esse sentimento se tornou então parte do meu dia-a-dia. Navegar pelas canções e terminar pedindo BIS, como uma vitrola cuja agulha já ultrapassa os limites da bolacha mas continua se mexendo no anseio de voltar ao ponto inicial.
É importante lembrar que a partir do momento que um disco ganha vida ele não é mais de ninguém e sim do mundo. Ele é feito para tocar não só nos falantes, mas também na alma das pessoas para sempre, seja daqui a 1, 2, 3, 10, 100 anos ou mais.. E é nessa concepção que o "Arroz, Feijão e Mistura" foi criado também. Quando eu e você, leitor, chegarmos aos 80tinha vamos dançar e tomar muita cachaça ouvindo mais uma vez esta obra de qualidade rara feita para todos com muito carinho. Os Laranjas não são somente Sérgio, Gui, Val, Cego, Bruno e Bella, somos eu, você e todos nós unidos por algo muito maior, a música brasileira vibrante em suas mais diversas formas."

Rodrigo Gianotto
28/05/2014

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