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Marta Hugon | Story Teller

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Jazz: Jazz Vocals Jazz: Jazz-Pop Moods: Solo Female Artist
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Story Teller

by Marta Hugon

Genre: Jazz: Jazz Vocals
Release Date: 

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1. Good Morning Heartache
4:02 $1.00
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2. You're Getting to Be a Habit With Me
3:52 $1.00
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3. Never Let Me Go
5:04 $1.00
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4. Just in Time
3:21 $1.00
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5. Still Crazy After All These Years
4:29 $1.00
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6. The Trouble With Me Is You
5:09 $1.00
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7. Crash Into Me
7:06 $1.00
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8. Suburbano Coração
5:19 $1.00
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9. River Man
4:31 $1.00
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ABOUT THIS ALBUM


Album Notes
O melhor elogio que se pode fazer a um dado disco é descobrir, chegada ao fim a sua audição, que esta passou como que num ápice, quase não nos dando conta - como manifestamente acontece com este álbum - de que, afinal, acabámos de escutar nada menos que nove faixas, todas elas encerrando particulares motivos de atenção.

Num pequeno texto que escreveu para o encarte do CD, começa por desvendar as razões que estiveram na sua génese: «(...) de entre as minhas canções preferidas, dentro e fora do jazz, acabei por escolher um conjunto de temas que funcionam como pequenas narrativas. Apropriei-me delas e transformei-as nas minhas próprias histórias (...). Depois de gravado o disco e de a música ter ganho vida própria, ficou este Story Teller. Para que cada um possa encontrar numa canção o espelho da sua própria história.»

E o certo é que, depois de ouvido o disco, sem dúvida que as várias histórias que as canções escolhidas nos contam parecem concorrer, todas elas, para a formação de uma narrativa global com notável coerência interna, ou seja, como se costuma dizer: com princípio, meio e fim. E julgo que são vários os elementos que concorrem, quanto a mim, para o feliz e homogéneo resultado final deste álbum extremamente agradável, que começa muito bem e acaba ainda melhor.

Sendo bem verdade que Story Teller coloca em particular destaque um dado músico - e, neste caso, uma dada voz, que é por excelência um veículo expressivo que atrai particulares atenções - a especial distinção deste disco está no trabalho colectivo que ressalta das várias fases da sua produção e pós-produção: a escolha do material temático, os arranjos a que esse material foi sujeito (deixando que a voz ganhe uma justa valorização), a interpretação da cantora e dos restantes músicos e, por último, o próprio equilíbrio da gravação. Mas outro aspecto, porventura menos evidente, foi aqui particularmente bem cuidado: o do alinhamento final das várias peças (independentemente da ordem pela qual elas tenham sido gravadas), um factor decisivo para o bom êxito de qualquer disco.

Reunindo um punhado de canções, mais ou menos conhecidas, de alguns compositores sonantes como Jay Livingston ou Jule Styne - que costumamos associar ao chamado «cancioneiro norte-americano» e se foram tornando, ao longo dos anos, verdadeiros standards do jazz - Marta Hugon não hesitou em somar-lhes (para o objectivo concreto deste álbum) outras belíssimas canções oriundas de outros tempos e de outros contextos e saídas da pena de grandes autores da chamada pop, como os célebres Paul Simon e Chico Buarque, do rock como Dave Matthews ou desse notável e malogrado vulto (para muitos obscuro) da folk britânica, Nicholas Drake, que em boa hora a cantora foi descobrir ao interior profundo da Inglaterra dos anos 70.

No plano puramente musical, é preciso dizer-se que Marta Hugon, apesar da sua voz jovem, nos soa hoje com uma assinalável maturidade, dominando e graduando com inteiro à-vontade os vários mecanismos vocais em função das peças cantadas, assim lhes conferindo uma forte personalidade. Depois, sente-se que a própria escolha das tonalidades de cada peça foi cuidada caso a caso, ao ponto de valorizar a capacidade de afinação, a clareza da dicção e da articulação e os cambiantes tímbricos da sua voz, assim melhor sublinhando a expressividade de cada interpretação. Finalmente, a prudente recusa por parte de Marta Hugon de certos tiques do jazz cantando - como a exteriorização forçada da emoção, os malabarismos na utilização do scat ou a sobreexcitação vocal -, aqui substituídos pela justa medida com que alguns destes elementos são usados pela cantora, transmitem credibilidade a um álbum que naturalmente passará a impor-se no panorama actual do jazz cantado português.

Importante e também ele marcado pelo profissionalismo e pelo bom gosto, é o lado instrumental de todo o disco, em particular a traça dos arranjos, muito bem gizados por Filipe Melo, o que de certo modo não deixa de surpreender, sabida a natural e habitual impetuosidade do pianista, aqui substituída por um recato preciso e absolutamente adequado.
Quanto à coesão e eficácia do suporte harmónico e rítmico, este é assegurado, com a musicalidade e competência de sempre, por Bernardo Moreira e André Sousa Machado. E até mesmo a parcimónia com que são utilizados (em apenas dois temas cada um) os talentos de convidados de luxo - André Fernandes e João Moreira - reflecte a conta, peso e medida com que Story Teller foi concebido, muito embora por vezes desejasse que se fizessem ouvir mais.

Enfim, um álbum inteligente, maduro e altamente democrático, no qual ninguém força, ninguém exorbita, ninguém se põe em bicos dos pés ou puxa pelos seus próprios galões!

Manuel Jorge Veloso
in O Sítio do Jazz

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